Tumores Palpebrais

Tumores Palpebrais

2020-10-09T13:17:51+00:00

As pálpebras são os lugares mais comuns para ocorrência de tumores na região do olho. Uma série de tumores benignos e malignos podem afetar esta região.

Os Tumores Palpebrais podem ser diagnosticados precocemente, através de um exame oftalmológico detalhado, melhorando muito as chances de cura com tratamento muitas vezes simples. As causas são inúmeras, más o fator genético e a radiação solar são os principais fatores de risco. Além disso, fatores alimentares como o fumo também contribuem para aumentar o risco de desenvolver os tumores de pálpebras.

O tratamento das lesões malignas requerem do oftalmologista especialista em oculoplástica, ou plástica ocular, conhecimento das várias técnicas utilizadas em reconstrução palpebral.  

 

Tumores Benignos da Pálpebra

São de crescimento lento, não apresentam ulcerações e sangramentos. Os mais comuns são: hemangioma capilar, cistos, papilomas, molusco contagioso, ceratoacantoma, xantelasma, etc. O papiloma escamoso ( figura: papiloma  ) é o tumor benigno mais comum da pálpebra. O tratamento inclui observação, tratamento clínico e na maioria das vezes simples ressecção cirúrgica.  

 

– Terçol: (Clique aqui para saber mais sobre Terçol).

– Calázio:(Clique aqui para saber mais sobre Calázio).

 

– Papiloma:

Papiloma é um tumor benigno, de origem epitelial, que parece uma verruga, com coloração parecida com a da pele ao redor. Pode acometer pessoas de todas as idades, mas geralmente acomete pessoas acima dos 30 anos.

 

 

Queratose seborreica: 

É outra lesão com aspecto de verruga, benigna, que costuma afetar pacientes de meia idade ou idosos, de coloração marrom ou negra, bem delimitada e com aspecto descamativo. Geralmente são lesões pouco elevadas e não parecem inflamadas.  

 

Tumores Malignos da pálpebra  

Os tumores malignos da pálpebra podem ser causados por dano ultravioleta pela luz do sol, por trauma, infecção pelo vírus HPV, além de ser mais comum em pacientes imunossuprimidos e fumantes. Normalmente são de crescimento rápido, acometem pessoas mais idosas, apresentam ulcerações, vasos e deformidades locais, como perda de cílios.

Algumas regras ajudam o oftalmologista a diferenciar lesões benignas e malignas das pálpebras: lesões malignas costumam causar perda de cílios, distorção da margem palpebral, alteração da coloração ou textura da pele ou sangramento persistente. Pacientes que apresentam estes sintomas devem procurar um oftalmologista que vai avaliar a necessidade de realizar uma biópsia.   Os tumores malignos da pálpebra mais frequentes são: carcinoma basocelular, ceratoacantoma, carcinoma sebáceo, carcinoma espinocelular, melanoma, sarcoma de kaposi, etc…  

 

 

– Ceratoacantoma:

O Ceratoacantoma ou queratoacantoma é uma lesão maligna de baixo grau (pouco agressiva) de pele que se parece com o carcinoma basocelular por ser uma lesão elevada com ulceração central. No entanto, o ceratoacantoma geralmente crescem rapidamente até lesões de 1 a 2 cm em semanas ou meses e podem involuir espontaneamente depois de 4 a 6 meses.

 

– Carcinoma Basocelular:

É o tumor maligno mais comum a atingir a pálpebra, e o diagnóstico definitivo é confirmado apenas com exame anatomopatológico (biopsia).

É um câncer de pele que está relacionado ao dano causado por raios ultra violetas acumulados por toda a vida, sendo mais comum em pacientes de pele clara que tiveram grande exposição ao sol.

Geralmente acomete a pálpebra inferior porque é a reunião com maior exposição ao sol. Pode aparecer como uma lesão elevada, com centro ulcerado. Pode causar perda de cílios. Apesar de causar dano local, não costuma ser um câncer que gera metástases em outras partes do corpo.

O tratamento deve ser sempre cirúrgico, removendo-se com a margem de segurança de aproximadamente de 1-2mm para o tipo nodular a 2-3mm para o tipo infiltrativo. Somente o exame anatomopatológico pode mostrar se a lesão foi totalmente removida.

 

– Carcinoma Sebáceo:

 

O carcinoma sebáceo tem origem nas glândulas da pálpebra (glândulas de Meibomius ou Zeis) e pode ser confundido com uma lesão inflamatória benigna (Hordéolo). É bem menos frequente que o carcinoma basocelular, correspondendo a 2-7% das lesões malignas palpebrais.

Este câncer geralmente acomete a pálpebra superior e é um câncer agressivo e que podem matar o paciente se não for tratado de maneira adequada. Todo calázio de repetição deve levantar a suspeita de carcinoma sebáceo e um patologista deve ser avisado desta suspeita, para que possa realizar os exames e colorações adequados para excluir este diagnóstico nestes casos. Pode estar associado a dano causado por radiação, ou a doenças como Doença de Bowen’s e Síndrome de Muir-Torre.

O tratamento consiste na excisão ampla com cortes de congelamento no intra-operatório. A exenteração é indicada nos casos com invasão de órbita. Os tumores não ressecáveis podem ser tratados com crio ou radioterapia.  

 

– Carcinoma Espinocelular:

 

O Carcinoma Espinocelular pode ser classificado em carcinoma in situ (doença de Bowen) e invasivo. O carcinoma in situ clinicamente representa uma lesão ceratótica, eritematosa e com crostas em áreas expostas ao sol. Afeta principalmente os indivíduos idosos, de pele clara, com exposição crônica ao sol. Indivíduos mais jovens também podem ser acometidos; porém, quase sempre são imunodepressivos, ou possuem sensibilidade ao sol alterada, como é o caso dos albinos.

O tratamento consiste na excisão cirúrgica e reconstrução. Lesões muito extensas devem ser biopsiadas e avaliadas radiologicamente, pois muitos casos necessitam de abordagem multidisciplinar.

Há tumores não ressecáveis, cujo tratamento é paliativo, realizando-se a crio ou radioterapia.

O prognóstico varia com o grau de diferenciação celular, tamanho e profundidade do tumor. O carcinoma espinocelular invade os tecidos de maneira mais agressiva que o basocelular e pode causar metástases nos linfonodos regionais.

 

Tratamento dos Tumores Malignos da Pálpebra:  

O tratamento das lesões malignas e das lesões benignas com alteração estética é a remoção cirúrgica. O oftalmologista remove a lesão, de preferência inteira (biópsia excisional) ou apenas para fazer o diagnóstico (biópsia incisional). Lesões malignas devem ser ressecadas com margem de segurança. O material deve ser enviado para avaliação pelo patologista, que determina o tipo de tumor e se foi removido completamente.

Diversas técnicas cirúrgicas podem ser utilizadas para reconstruir a pálpebra depois da remoção do tumor, geralmente resultando em bom resultado funcional e estético para o paciente. Em raros casos pode ser necessário complementar o tratamento com aplicação de radioterapia externa.

 

 

 

 

 

 

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O Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro – IORJ® , participa, estimula e atua divulgando diversos projetos de saúde ocular, inclusive na prevenção à cegueira.   Contamos com equipe médica especializada em Oncologia Ocular e Cirurgia Plástica Ocular, e grande experiência no diagnóstico e tratamento do tratamento de Tumores Oculares que permitem a redução no tempo de recuperação do paciente e aumentam os índices de sucesso do tratamento, possibilitando resgate da qualidade de vida do paciente.

 

Lembre-se: Este artigo visa informar o público e não substitui avaliação por médico oftalmologista, que é o único profissional capacitado para realizar o diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Portanto, não pratique a auto-medicação e procure sempre o seu médico.   Agende sua consulta.

Sobre o Autor:

Médico-oftalmolgista pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia CBO, especialista Retina clinica- cirurgica FMUSP.