Transplante Lamelar de Córnea

Transplante Lamelar de Córnea

2019-11-18T16:14:45+00:00

Transplante Lamelar Anterior Profundo ou

Ceratoplastia Lamelar Anterior Profunda (DALK)

  

 

Transplante Lamear de Córnea: O que é e para que serve?

A Córnea é a primeira lente do olho e a que mais contribui para a focalização da luz na retina, um tecido que reveste o olho por dentro e é responsável pela absorção da luz. O transplante de córnea consiste na substituição da córnea do paciente, por uma córnea doada para restabelecer a transmissão ideal da luz pelos meios do olho.

Os casos de Ceratocone que progredirem para onde a correção visual não pode ser mais atingida com óculos e lentes de contato ou quando o afinamento da córnea se torna excessivo ou ainda em casos onde existam cicatrizes de Córnea (por Hidrópsia, Infecções, Traumas ou Distrofias)ou exista a presença de leucoma (opacificação corneana importante), o Transplante de Córnea se torna necessário.

A Ceratoplastia Lamelar é uma técnica cirúrgica de Transplante de Córnea utilizada no tratamento de patologias que afetam a região anterior e estroma médio corneano. É um procedimento extra-ocular que oferece uma adesão tecidual eficiente no pós-operatório imediato e reabilitação visual rápida, com mínimo risco de rejeições e outras complicações a longo prazo em comparação com o transplante de córnea com espessura total da córnea convencional.

O mais recente avanço para o tratamento cirúrgico do Ceratocone em transplante é o refinamento da técnica de Transplante de Córnea de espessura total (Transplante Penetrante) por um Transplante de espessura parcial (Transplante Lamelar). Trata-se do implante da córnea mantendo o endotélio do paciente. Com a nova técnica, é possível que esses pacientes recuperem a capacidade visual com menor risco de rejeição. A outra inovação é o Transplante Lamelar Posterior (Transplante Endotelial), indicado para doenças que afetam o endotélio, a nova técnica não elimina o risco de rejeição, mas diminui o risco de alto astigmatismo.

 

A) Ceratoplastia Lamelar Anterior Profunda (DALK)

Segundo o Dr. Gustavo Bonfadini, especialista nesta técnica cirúrgica e desenvolvedor de material cirúrgico para melhorar o resultado desta técnica: “O Transplante Lamelar Anterior Profundo é realizado, preservando-se a camada interior da córnea – chamada de endotélio. Essa técnica é importante, por diminuir a probabilidade de rejeição e melhorar os resultados quando comparada a técnica cirúrgica tradicional.” Retira-se somente o estroma corneano (a parte doente da córnea), mantendo-se a membrana de Descemet e o Endotélio. A técnica conhecida como “Big Bubble”, na qual se separa a membrana de Descemet do Estroma utilizando uma bolha de ar é a mais utilizada.

A técnica conhecida como “Big Bubble” (Grande Bolha), é mais difícil de ser realizada, mas representa uma boa opção quando a parte interna da córnea (endotélio) está saudável.

 

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B) Ceratoplastia Lamelar Anterior com uso de Laser de Femtosegundo ou

Femtosecond Laser–Assisted Lamellar Keratoplasty (FLAK)

 

A nova revolução do laser em oftalmologia!

Há poucos anos está disponível no Brasil a tecnologia do Laser de Femtosegundo, que é considerado um método mais seguro, reprodutível e eficaz quando comparado ao corte corneano confeccionado por microcerátomo nos aspectos de espessura, diâmetro e qualidade do corte. O uso deste laser tornou-se o “padrão ouro” no que se refere a previsibilidade de corte na córnea.

A Ceratoplastia Assistida por Laser de Femtosegundo tem rendimento visual comparável ao Transplante Penetrante, mas com melhor cicatrização e resistência do enxerto. Resultados com a ceratoplastia assistida por Laser de Femtosegundo (FLAK, na sigla em inglês) têm mostrado que esta técnica proporciona aumento da resistência em vazamento de feridas e excelente segurança. Os dados que vem surgindo sugerem que a FLAK proporciona melhores resultados em termos de astigmatismo, acuidade visual e recuperação visual precoce do que a Ceratoplastia Penetrante convencional.

 

Todo transplante de córnea precisa de sutura (costura com pontos)?

Segundo o Dr. Gustavo Bonfadini, nem sempre. Dependendo da indicação clínica e da técnica cirurgica empregada, pode-se optar por um procedimento cirúrgico sem pontos, o que é avanço significativo para os transplantes de cornea realizados a cinco (05) anos atras.

Recentemente foi publicado artigo cientifico em uma importante revista da Oftalmologia Mundial (Cornea Journal: Cornea Volume 32, Pages 533–537, Number 4, April 2013), no qual nosso grupo demostrou a eficácia dos primeiros pacientes operados no Brasil com esta técnica cirúrgica inovadora. Nesta técnica chamada de FALK (do inglês Femtosecond Laser–Assisted Sutureless Anterior Lamellar Keratoplasty) fizemos o transplante apenas substituindo a porção doente mais superficial da córnea, com o auxílio de um laser e não mais lâmina de bisturi, como se faz tradicionamente.

Deste modo não foi necessário o uso de sutura (costura com pontos), reduzindo o tempo cirúrgico e de recuperação, diminuindo a chance de rejeição do transplante e reduzindo as chances de complicações relativas as suturas.

 

 

“O objetivo do transplante não é somente o de ter uma córnea transparente, mas aliar isso a um paciente que vive melhor e mais feliz” afirma o oftalmologista Dr.Gustavo Bonfadini.

  

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Lembre-se: Este artigo visa informar o público e não substitui avaliação por médico oftalmologista, que é o único profissional capacitado para realizar o diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Portanto, não pratique a auto-medicação e procure sempre o seu médico

 

No Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro (IORJ) são utilizadas modernas técnicas de Transplantes de Córnea que permitem a redução no tempo de recuperação do paciente e melhoria nos índices de sucesso dos transplantes, possibilitando resgate da qualidade de vida do paciente.

 

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Sobre o Autor:

Doutor em Ciências Visuais e Oftalmologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), completou especialização de 3 anos em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Residência Médica em Oftalmologia pela Secretaria Municipal de Saúde – RJ. É especialista em Transplante de Córnea e Cirurgia de Catarata pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Fez Post-doctoral Research Fellowship em Catarata, Cirurgia Refrativa e Córnea pela Johns Hopkins University – EUA. Chefe do Setor de Córnea e Cirurgia Refrativa do Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro – IORJ, atua nas áreas clínica e cirúrgica da transplante de córnea, oftalmologia geral, síndrome do olho seco, distrofia de Fuchs, ceratocone, conjuntivite, cirurgia a laser, cristalino, lentes intra-oculares e catarata.