Transplante Endotelial de Córnea

Transplante Endotelial de Córnea

2019-11-18T15:50:52+00:00

Nos últimos anos os avanços das modernas técnicas de Transplante de Córnea, revolucionaram o modo como encaramos o transplante, alterando substancialmente as indicações destes procedimentos.

Estas mudanças estão representadas pela tendência mundial de substituir a parte doente da córnea, preservando as estruturas sadias da córnea do paciente.

Os Transplantes Lamelares Profundos difundiram-se, sobretudo nos casos de Ceratocone, com preservação do endotélio do paciente. Também estabeleceu-se o Transplante de Endotélio, quando este se encontrar doente, sobretudo na Ceratopatia Bolhosa Pseudofácica e na Distrofia de Córnea – Fuchs.

 

Transplante de Endotélio

O objetivo principal do Transplante Endotelial de Córnea é evitar a remoção total da córnea, trocando apenas a parte interna (endotélio e descemet) que está comprometida. O Endotélio corneano é a camada interna da córnea (película transparente anterior do olho) responsável pela transparência desta.

 

 

Normalmente as células do endotélio humano não proliferam. Devido a esta falta de capacidade proliferativa, o tratamento mais comumente preconizado nos casos de disfunção endotelial com perda de transparência da córnea é a ceratoplastia penetrante, também conhecido como Transplante Penetrante de Córnea. Esta técnica, realizada com o olho aberto, tem como desvantagem maior risco de complicação intraoperatória, maior chance de rejeição ou infecção e pode induzir astigmatismo alto e irregular comprometendo a qualidade visual final.

 

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A principal vantagem desta nova técnica está no tempo de recuperação visual, que é muito mais rápido quando comparado ao Transplante Penetrante de Córnea, em torno de 6-12 meses e no DSAEK e DMEK apenas 1-3 meses.

 

A sigla DSAEK do inglês Descemet Stripping Automated Endothelial Keratoplasty e a sigla DMEK do inglês Descemet Membrane Endothelial Keratoplasty, representam as duas técnicas mais modernas de Transplante de Endotélio sem sutura atualmente.

Nosso grupo publicou recentemente o estudo: “Simple, Inexpensive, and Effective Injector for Descemet Membrane Endothelial Keratoplasty (DMEK). Cornea. 2014 Jun;33(6):649-52.”, em revista médica da Sociedade Americana de Córnea. Neste estudo, o Dr. Gustavo Bonfadini demostrou a eficácia e a melhoria da visão de pacientes submetidos ao Transplante Endotelial de Córnea do tipo DMEK.

 

Veja o vídeo demonstrando a técnica de DMEK.

 

Como esta técnica deixa uma interface melhor entre córnea do paciente e a córnea doadora, verificamos uma melhora significativa dos resultados visuais, tornando-se assim o método preferido no Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro – IORJ no  tratamento para a Distrofia de Córnea – Fuchs e Ceratopatia Bolhosa em  Pseudofácicos.

 

 

Na verdade, não é recomendado o Transplante Penetrante de Córnea padrão para a disfunção endotelial a menos que haja no estroma cicatrizes significativas ou outras contra indicações de outras doenças oculares prévias.

Outra publicação importante do nosso grupo, foi o estudo: “Optimization of Intraocular Lens Constant Improves Refractive Outcomes in Combined Endothelial Keratoplasty and Cataract Surgery”, na revista médica da Academia Americana de Oftalmologia (AAO – Ophthalmology). Neste estudo, o Dr. Gustavo Bonfadini descreveu a melhoria dos resultados refrativos de pacientes submetidos à Cirurgia de Catarata na mesma cirurgia do Transplante Endotelial de Córnea (DSAEK) em pacientes portadores de Distrofia Endotelial de Fuchs.

 

 

“O objetivo do transplante não é somente o de ter uma córnea transparente, mas aliar isso a um paciente que vive melhor e mais feliz” afirma o oftalmologista Dr. Gustavo Bonfadini.

 

 

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Lembre-se: Este artigo visa informar o público e não substitui avaliação por médico oftalmologista, que é o único profissional capacitado para realizar o diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Portanto, não pratique a auto-medicação e procure sempre o seu médico

 

O Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro – IORJ ®, possui equipe médica especializada, com experiência no diagnóstico e tratamento das doenças na córnea e realização do  Transplante de Endotélio Corneano.

 

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Sobre o Autor:

Doutor em Ciências Visuais e Oftalmologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), completou especialização de 3 anos em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Residência Médica em Oftalmologia pela Secretaria Municipal de Saúde – RJ. É especialista em Transplante de Córnea e Cirurgia de Catarata pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Fez Post-doctoral Research Fellowship em Catarata, Cirurgia Refrativa e Córnea pela Johns Hopkins University – EUA. Chefe do Setor de Córnea e Cirurgia Refrativa do Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro – IORJ, atua nas áreas clínica e cirúrgica da transplante de córnea, oftalmologia geral, síndrome do olho seco, distrofia de Fuchs, ceratocone, conjuntivite, cirurgia a laser, cristalino, lentes intra-oculares e catarata.